
Ainda reina em meu coração aquela volúpia imortal, aquele sonho de pra sempre te amar, e, perdido em devaneios faço emergir de minha alma os mais distantes sentimentos de um coração apaixonado.
Será que eu realmente te amo? será que ao menos sei o que é o amor? ou será que tudo é apenas uma volúpia imortal, um louco e alucinante desejo canibal que pra sempre me aprisionará ao teu corpo.
Ainda lembro das noites de inverno, em que nossos corpos eram nossos casacos, em que você me fazia delirar diante de um orgasmo absoluto. Enquanto me deliciava de teu corpo rezava baixinho para que a noite nunca acabasse, pedia a Deus que o inverno fosse pra sempre.
Agora, só lembranças me restam, e não consigo entender o que que ouve entre nós, como tudo pôde acabar?
Lembro dos chocolates quentes que tomavamos pra esquentar o frio, lembro das guerra com bolas de neve, lembro do seu sorriso, lembro de teus lábios entre abertos falando que me amava, e agora parecem lábios que com o tempo e morfo apodreceram.
Por que a vida é cheia de enigmas? por que tudo é tão complicado? será que o amor pode matar?
Será que isso é santidadade ou loucura?
E, o que é o amor?
Será que pra sempre viverei sem saber o que é o amor? será que pra sempre viverei aprisionado ao teu corpo? será que pra sempre saberei apenas que não te amo e que tudo que senti é apenas uma volúpia imortal.
Onde você está agora? morta? no inferno? no céu? ou somente no meu coração? por que na verdade você nunca existiu, você foi apenas um sonho, o sonho de um garoto que sonhava encontrar o amor na primeira esquina da rua em que mora.
1 comments:
Olha Régis é muito dificil compreender o que realmente sentimos e você mostrou isso perfeitamente bem, parabéns, e, muitas vezes o complicado é entender como vemos e como sentimos isso. você abordou isso no seu texto de uma forma prazerosa e divertida, e, excitante rs... meus parabéns.
Abraços.
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