Saturday, June 9, 2007

Volúpia Imortal


Ainda reina em meu coração aquela volúpia imortal, aquele sonho de pra sempre te amar, e, perdido em devaneios faço emergir de minha alma os mais distantes sentimentos de um coração apaixonado.
Será que eu realmente te amo? será que ao menos sei o que é o amor? ou será que tudo é apenas uma volúpia imortal, um louco e alucinante desejo canibal que pra sempre me aprisionará ao teu corpo.
Ainda lembro das noites de inverno, em que nossos corpos eram nossos casacos, em que você me fazia delirar diante de um orgasmo absoluto. Enquanto me deliciava de teu corpo rezava baixinho para que a noite nunca acabasse, pedia a Deus que o inverno fosse pra sempre.
Agora, só lembranças me restam, e não consigo entender o que que ouve entre nós, como tudo pôde acabar?
Lembro dos chocolates quentes que tomavamos pra esquentar o frio, lembro das guerra com bolas de neve, lembro do seu sorriso, lembro de teus lábios entre abertos falando que me amava, e agora parecem lábios que com o tempo e morfo apodreceram.
Por que a vida é cheia de enigmas? por que tudo é tão complicado? será que o amor pode matar?
Será que isso é santidadade ou loucura?
E, o que é o amor?
Será que pra sempre viverei sem saber o que é o amor? será que pra sempre viverei aprisionado ao teu corpo? será que pra sempre saberei apenas que não te amo e que tudo que senti é apenas uma volúpia imortal.
Onde você está agora? morta? no inferno? no céu? ou somente no meu coração? por que na verdade você nunca existiu, você foi apenas um sonho, o sonho de um garoto que sonhava encontrar o amor na primeira esquina da rua em que mora.

Friday, June 8, 2007

Um Eterno Prisioneiro


Numa certa manhã de outono chuvoso e cinza, os pássaros parecem cantar, as águas parecem falar e os raios do sol descem do céu em forma de raios de nostalgia, e, em meu coração a mais lúgubre de toda a tristeza se apossa de mim, me fazendo um eterno prisioneiro, do que o destino, cruel destino me reservou, viver a vida a espera da morte.
E então o tempo, será pra mim apenas um inimigo, o mais cruel de todos os inimigos, será apenas um simples amanhecer e um anoitecer, simplesmente o dia e a noite as duas metades imparáveis do universo, onde tudo se passa como um lúgubre piscar de olhos, molhado de lágrimas eternas lágrimas pra sempre perdidas.
Tudo parece inspirador e então, levanto pra dar uma volta. A chuva parou, e então caminho sem destinos estrada a fora, tentando encontrar na alma de um garoto que sonha no sonho de um coração que sonha encontrar na morte a eternidade do outro lado do céu, seja como for do outro lado da vida e simplesmente inspirado no olhar de uma deusa seja ela qual for.
Olho devagarzinho nas pontas da estrada e noto uma linda flor de outono que ainda traz consigo o doce orvalho das gotas da chuva, que há pouco tempo, transformou sentimentos em simples desejos de crianças, transformou um sonho em simplesmente nada.
Encontro-me agora diante de um lindo bosque encantado, e tudo é realmente muito inspirador, o mundo parece até mesmo não existir e a vida não passa de mais um sonho, por que lá sou apenas, uma simples borboleta, uma simples árvore, um simples tudo e simplesmente nada.
Será que são os sonhos que nos fazem perceber que estamos apenas sonhando? Ou será que simplesmente somos os nossos próprios sonhos que aos poucos desfraguimentando a alma em pedaços de um prisma que ao passar pelos raios do sol, parecem um copo de água cristalina atravessada pelos raios da lua, perdidos em criptograma de estrelas.
Um lindo bosque encantado, uma linda estrela cadente, uma linda vida feia, um simples passa tempo, um simples medo de tentar, uma simples duvida, uma simples fantasia, um simples amor morto.
Por que as estrelas têm que brilhar todos os dias? Por que amamos umas pessoas e detestamos outras? Por que nascemos se iremos morrer um dia? E por que estou escrevendo estas palavras? Elas parecem ser brutalmente e ardentemente arrancadas da minha boca.
Por que ontem eu estava olhando o céu? Por que tive que olhar para o céu se sabia que ele tinha algo que simplesmente me entristecia? Tudo é tão estranho, tudo é tão assustador que me dar até arrepios, simplesmente tudo não passa de pesadelos.

Tudo se passa como se tudo fosse somente o céu e a terra, e tudo é tudo. Muito alem da terra existe um lugar onde sentimentos são apenas utopias, onde sonhos é apenas uma forma de retardar a morte e onde tudo não passa de uma banal loucura.
Perdão se escrevo em demasia, mas meus dedos parecem falar por todos os meus sentidos, e, são eles que apalpam a pele suave das prostitutas, são eles que vingativamente ferem a morte, são eles portando os donos da minha verdade e é essa minha verdade a mais distantes do céu e a mais próxima do inferno.
Por falar em inferno! Onde ele fica? Fica perto? Será que posso ir até lá a pé, ou tenho que pegar um táxi? Eu iria gostar muito de conhecer o lugar que todos temem, gostaria de ver que truques são capazes de fazer com as labaredas, gostaria de saber o que o mal significa pra eles.
As pessoas não sabem que vivem no inferno? Como elas podem deixar-se enganar, como elas podem temer o inferno, se elas simplesmente estão no inferno, e elas são os demônios, ou por acaso não são as pessoas que maltratam outras pessoas e animais, os mesmos animais.
Por acaso sua única manobra com labaredas não é somente queimar as árvores e provocar incêndios, por acaso as suas vidas, por acaso sua face não mostra claramente que a sua face é a face de um demônio, ou a face de um deus seja ele qual for?
Tudo, tudo, tudo, não passa de sentimentos banais, simples sentimentos, sentimentos tão comuns como à noite e as estrelas que todas as noites se encontram no mesmo céu na mesma noite de luar, Enganando-nos com um simples brilho, um brilho tão comum quanto o brilho dos meus olhos que simples pode fazer de você um eterno escravo do destino assim como eu sou.

Sou apenas um Eterno Prisioneiro, de uma vida que o destino, cruel destino me reservou, viver a vida a espera da morte.